Quando a gente é pobre, jóia é jóia. Inacessível. Quilates? Pontos? Aros e gramas? Ãh??
Quando a gente tem jóia, há todo tipo de jóia. E quando mais temos, o melhor queremos.
====== Quando papai perdeu tudo, as jóias ficaram. Principalmente as minhas. É certo que nunca consegui muito desconto quando fazendo compras... mas, sempre quis o melhor. E tive - exceto é claro por meu penúltimo namorado... Eu, que fiz liceu, mal acredito na burrice absoluta suscitada pelo amor, cego e muuuuito burro. Inebriantemente emburrecedor. O grilo falante, falava em minha cabeça, mas meu coração sempre ganhava essa discussão. (Eu que sempre ri de minha irmã humana, demasiadamente humana, tive que calar, amargar... mas são 'águas passadas', logicamente).
Sei que tem algo estranho na 'frieza' em dissecar outros seres só para estudo, pensando apenas nos fatos e óbvios... sentir nada... simplesmente foco e concentração em tudo que vemos e analisamos, etc e tal... Minha irmã sempre questionou... Seu excesso de questionamento sempre me fez ter certeza de tudo que faço e escolhi. Principalmente porque não sou uma ignorante, carniceira, fria e ignorante. Amo o mundo e tudo nele; minha irmã chora quando vê a miséria; eu estudo como resolver tudo que é triste, sem sentir a tristeza. Ela é uma inspiração ambulante, não a estou criticando. Eu a amo. E tudo que ela é sempre me fez ter certeza do que sou, sem amargura. Ela vive em crise, eu a acho linda. Ela é artista; escreve poesia, essas coisas assim. Ela vê tanto sentido em várias bolinhas coloridas e tracinhos só porque foram feito por alguém que outro alguém diz ter sentido. Acho lindas as bolinhas, por isso gosto. Dane-se o nome escrito ali. Só me interessa o nome para lembrar do que ver e do que não ver. Gosto das bolinhas do Calder mas acho o Polock chato. Sei lá. Tendo a ser mais clássica, careta, tradicional - chame como quiser - para arte.
E apesar de ser assim tão pragmática, escrevo porque - segundo minha irmã - tenho alguma conjunção ou afins em algum planeta da comunicação escrita. É engraçado até, mas minha experiência profissional me ensinou a entender que há mesmo mais de 5 sentidos. E que usamos muito pouco do cérebro. E são tantas as coisas... e é por isso, basicamente, que escrevo aqui entre todas essas bolinhas, bolotas, brotoejas.
Sou alérgica. Fico cada vez mais intolerante... a diversas coisas, e a quantidade e diversidades das coisas que não tolero só aumentam. Eu compreendo. Não gosto de fazer análise, terapia nem coisas do tipo. Tive que estudar psicologia por alguns semestres, posso buscar as ferramentas para entender e resolver.
É domingo e chove. Tenho que escrever sobre fotos de pulgas amestradas, mas não consigo muita concentração. Resolvi relaxar um pouco falando de minha irmã, que já me interrompeu três vezes, telefonando para falar sobre assuntos aleatórios.
========= Todos animais escolhem os melhores parceiros possíveis. Menos os humanos. Principalmente os do sexo feminino. Não li, mas sempre achei "Mulheres Inteligentes, escolhas estúpidas" um título muito promissor para um livro.
B.
DESTROY THAT BOY!
Há 15 anos