Eu fui uma mulher de carreira e dedicada ao trabalho por anos. Sempre fui
workaholic and proud of it! Fui educada por feministas que queimaram o sutiã... Já tive orgulho de não saber cozinhar mas de ter lido
O Capital antes da maioridade. Achava que ter boa aparência era necessário para o trabalho e que 'moda' era uma forma de expressão social; sempre combinei roupa apresentável para meus trabalhos
mainstream com meu humor, roupas e auto-imagem.
Ou seja, nem a 'beleza' era pessoal para mim.
Queria combinar tudo, conseguir tudo, gostava de ser 'hard-ass', super-mulher; eu fazia tudo. Não dependia de pessoa alguma. Independência sempre foi para mim, o maior objetivo. Sempre quis 'ser eu' independentemente das influências dos modelos sociais aceitáveis da sociedade em que vivemos.
Quase morri por estresse; gastei tudo que ganhei nos longos períodos em que não pude trabalhar.
Hoje moro aqui. Sossegada.
Larguei a ' vida pública '. Ganhei mais disposição para baladas.
E embora meu Perricone seja milagroso, o ar e a atmosfera daqui me fazem muito bem.
E principalmente, sou quase icognita. Posso passar dias e ver quase ninguém.
Eu apoio quem para de trabalhar para cuidar dos filhos.
Quem gasta seu dinheiro em um spa/hotel fazenda ao invés de colocar silicones.
Quem escreve um diário ao invés de um blog público.
(Sim, eu tenho um diário - e uma agenda, old-school, repleta de colagens!).Gosto das mulheres que fazem o que amam, por amarem.
Gosto daquelas que não se matam fazendo tudo que se espera dela...
E que ela se acha na obrigação de fazer.
Olha, TEMOS que ser mães. Boas amantes. Boas profissionais. Boas amigas. Noras, tias, etc.
E temos que fazer ginástica, saber comer bem e não engordar.
Gosto de mulheres reais. Não gosto de
Sex and the City.
Acho entendiante elas só pensarem em homem e em casamento. Sei que é uma coisa dos EUA, é cultural. Mas, francamente... que exagero.
Fiquem bonitas, meninas.
Façam menos, realizem mais.
E acima de tudo, priorizem o prazer e a diversão.
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